Há um branco – da cor de sua ansiedade (anêmica do amor que se
evade);
à espera do azul – cor da imensa eternidade (maquiando a morte que
te invade);
há uma
vermelhidão – terrorismo contra boas palavras -
perseguindo
a claridade, longe (e de longe as estrelas incendeiam o voo da
ingenuidade);
há
sempre um esverdeado – o mesmo segredo das visões do paraíso
(distante e sonolento);
consolando
o roxo profundo da alma – florbelas renascendo em jardins (da
esperança das amantes);
há
sempre um rosa – do fofo doce e suas doçuras que são pura maldade
(pintores da escola de Satã);
nas
entrelinhas do mundo – pontos de fuga, esquinas de perdição (a
loucura provocando almas sãs);
há um
branco à espera do azul;
há ondas
em que a inspiração naufraga – sempre e sempre e sempre que
ar'risco uma palavra.
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