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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Há um branco – da cor de sua ansiedade (anêmica do amor que se evade);
à espera do azul – cor da imensa eternidade (maquiando a morte que te invade);


há uma vermelhidão – terrorismo contra boas palavras -
perseguindo a claridade, longe (e de longe as estrelas incendeiam o voo da ingenuidade);


há sempre um esverdeado – o mesmo segredo das visões do paraíso (distante e sonolento);
consolando o roxo profundo da alma – florbelas renascendo em jardins (da esperança das amantes);


há sempre um rosa – do fofo doce e suas doçuras que são pura maldade (pintores da escola de Satã);
nas entrelinhas do mundo – pontos de fuga, esquinas de perdição (a loucura provocando almas sãs);


há um branco à espera do azul;
há ondas em que a inspiração naufraga – sempre e sempre e sempre que ar'risco uma palavra.

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