Febris
lágrimas, no jardim de teus sonhos, adormeceram
E tua
sonolência, mimos da tristeza, vê-se no desmaio dos lírios,
Cuja
palidez é espelho de um céu inacabado;
Não é
azul, nem estrelado, é apenas, imenso e vago,
Tu que
esperas, no banco dos angustiados,
Deverias
compreender, que num lado, senta Esperança
- por quem
o Amor, afinal, logo logo se ensandece -
E a Morte,
que nunca senta, tem no outro assento
o vestígio
do próprio cheiro – incenso macabro.
Não
adianta, não há serpente neste jardim,
Quem
decairá por frutos que não tem o doce, nem o amargo?
Se tua
boca não conhece o sabor,
Como no
dissabor da morte tua alma se abismará?
Frias
lágrimas, no jardim de teus sonhos, adormeceram
E tua
sonolência, humor da tristeza, vê-se no murchar dos lírios,
Cujo
perfume se borra – veja, também apodreceu a última rosa;
Quando
bebeu a dose mínima de tua dor;
'Que
adiantará ser assim um jardim,
Que
adiantará sem jamais conhecer o cheiro
Dos corpos
que vagam nas paredes eternas de um olhar?
.